Estava numa cidade onde as casas ainda eram feitas de pedras, será que eu tinha voltado no tempo?
Uma mulher estava para morrer e me deu o seu filho. Eu era a única que ela confiava.
Então a bondosa senhora partiu para sempre e nos meus braços estava aquele que encheria meus dias de alegria. Suas pequenas mãos fazendo gracinhas, seus olhos inocentes da cor do céu, a inocência da ignorância daquele momento tão cheio de dor.
De repente surgiu um bando e sequestrou o "meu filho", arrancando-o dos meus braços e fugindo com ele em cima de um cavalo.
Como um furacão em plena tarde de verão, corri atrás deles, corri como nunca na minha vida. Cheguei num beco escuro, a única luz que havia era a do luar. Encontrei um ser estranho que me disse onde o bando se refugiara, e fui em direção deles. Quando os encontrei, sem pensar e exitar, disse que daria a minha fortuna para ter meu bebê de volta.
Assim foi feito.
Sem uma moeda mas com o coração pleno de felicidade avistei meus pequenos olhos azuis vindo em minha direção engatinhando com um sorriso lindo estampado, me dando o conforto e portando de volta a calmaria dos meus dias. O que seria de nós daquele dia em diante, só Deus saberia!
Acordei assustada procurando o meu bebê!
terça-feira, 1 de maio de 2012
domingo, 25 de setembro de 2011
Rato-aranha
Deitada na minha cama, a janela do quarto aberta.
Sinto passos, olho para o teto. Vejo caminhando um rato, na verdade era um rato-aranha. Sua habilidade em caminhar pelas paredes e pelo o teto era impressionante!
Minha preocupação era a cachorrinha que estava comigo, pois o bicho era duas vezes maior que ela.
Não entendi como a lei da gravidade funcionou ali.
Sai do recinto segurando no colo a minha amiga de pelo. O rato-aranha me seguia. Tive a ideia de abrir a porta de casa, e ele saiu. Quando olho para atrás os ratinhos-aranhas estavam o seguindo, todos saíram.
Interfonei para o vigia noturno avisando que criaturas estranhas estavam indo pra lá.
Fechei as janelas, voltei a dormir.
Sinto passos, olho para o teto. Vejo caminhando um rato, na verdade era um rato-aranha. Sua habilidade em caminhar pelas paredes e pelo o teto era impressionante!
Minha preocupação era a cachorrinha que estava comigo, pois o bicho era duas vezes maior que ela.
Não entendi como a lei da gravidade funcionou ali.
Sai do recinto segurando no colo a minha amiga de pelo. O rato-aranha me seguia. Tive a ideia de abrir a porta de casa, e ele saiu. Quando olho para atrás os ratinhos-aranhas estavam o seguindo, todos saíram.
Interfonei para o vigia noturno avisando que criaturas estranhas estavam indo pra lá.
Fechei as janelas, voltei a dormir.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Destino sem final
Sei que a cidade estava do outro lado. Um lugar que eu precisava chegar a todo custo. Um mar me separava do local onde se encontrava meu destino.
A solução era enfrentar a tal balsa, que tinha um misto de barco viking e transatlântico. Por dentro era todo de madeira e algumas janelas nos proporcionava a visão esperada.
Ansiava que o barco desse a partida, mas quando eu olho pela janela tive a visão que nunca imaginara ter: as balsas quando chegavam a um determinado ponto, afundavam mar adentro, reaparecendo depois com os viajantes mortos.
Quis sair dali, fugir. Pedi pelo amor de Deus que abrissem as portas. Não estava no momento de partir para a eternidade. Queria apenas chegar do outro lado do mar.
Tarde demais, sinto a pseudo balsa caminhar.
Coração acelerado e despertador escandaloso fizeram com que eu acordasse seca e em terra firme.
A solução era enfrentar a tal balsa, que tinha um misto de barco viking e transatlântico. Por dentro era todo de madeira e algumas janelas nos proporcionava a visão esperada.
Ansiava que o barco desse a partida, mas quando eu olho pela janela tive a visão que nunca imaginara ter: as balsas quando chegavam a um determinado ponto, afundavam mar adentro, reaparecendo depois com os viajantes mortos.
Quis sair dali, fugir. Pedi pelo amor de Deus que abrissem as portas. Não estava no momento de partir para a eternidade. Queria apenas chegar do outro lado do mar.
Tarde demais, sinto a pseudo balsa caminhar.
Coração acelerado e despertador escandaloso fizeram com que eu acordasse seca e em terra firme.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Borboleta escondida
As borboletas tem um significado intenso. Sofrem para sair do casulo , passam por várias transformações e quando finalmente chegam no seu ápice da maturidade, liberdade e beleza , lhes restam pouco tempo de vida.
Admiro-as tanto, por serem corajosas e não temerem as mudanças, já que é sinal de independência. E para mim , o novo sempre me dá um frio na barriga.
A fome brincava com meu estômago, quando senti o perfume e meus olhos fascinaram-se com as cores daquele delicioso fruto desconhecido. A única solução encontrada era parti-lo para acalentar a quem estava causando tantos incômodos.
Peguei a faca e penetrei-a naquele que saciaria aquele incômodo.
Quando meu movimento iria se repetir , ouço um alerta:
- Cuidado com o casulo!
Fixei atentamente meus olhos e vejo a larva lutando durante a sua transformação final.
Retirei-a e depositei-a em um vidro com um pouco de terra. No instante que meus olhos se perderam em outra direção, uma linda flor nasceu ali, e a larva tinha sumido pois a borboleta finalmente nasceu e foi em direção à sua sonhada liberdade.
Um escandaloso bem-te-vi me fez despertar e junto comigo a tristeza de não ter presenciado o primeiro voo da minha borboleta!
Admiro-as tanto, por serem corajosas e não temerem as mudanças, já que é sinal de independência. E para mim , o novo sempre me dá um frio na barriga.
A fome brincava com meu estômago, quando senti o perfume e meus olhos fascinaram-se com as cores daquele delicioso fruto desconhecido. A única solução encontrada era parti-lo para acalentar a quem estava causando tantos incômodos.
Peguei a faca e penetrei-a naquele que saciaria aquele incômodo.
Quando meu movimento iria se repetir , ouço um alerta:
- Cuidado com o casulo!
Fixei atentamente meus olhos e vejo a larva lutando durante a sua transformação final.
Retirei-a e depositei-a em um vidro com um pouco de terra. No instante que meus olhos se perderam em outra direção, uma linda flor nasceu ali, e a larva tinha sumido pois a borboleta finalmente nasceu e foi em direção à sua sonhada liberdade.
Um escandaloso bem-te-vi me fez despertar e junto comigo a tristeza de não ter presenciado o primeiro voo da minha borboleta!
sábado, 29 de janeiro de 2011
A namorada do Hulck...
A paixão era existente entre a gente.
O Incrível Hulck era realmente incrível simplesmente por ser meu namorado. Isso mesmo, estávamos enamorados e felizes.
Amava o seu verde e ele amava o verde dos meus olhos, vivíamos em harmonia e com a felicidade sendo nossa cúmplice.
Dono de uma pistolinha mágica, quando atirava o conteúdo dela em mim, eu me transformava também em uma monstrenga, assim a diferença entre a gente diminuía. O único problema é que ele tinha o controle sobre o seu efeito , e eu não.
Tocaram a campainha, pedi para que entrasse, corri para o banheiro, já que tinha acabado de me transformar. O efeito precisava acabar para que eu pudesse receber a minha visita, enquanto isso, o Hulck ficou fazendo sala.
Toda tortinha trancafiada, esperei que eu voltasse a ser a Luciana velha de guerra de sempre!
Tá vendo, Freud??? Quem mandou partir antes de me conhecer??? Agora, Inês é morta!
O Incrível Hulck era realmente incrível simplesmente por ser meu namorado. Isso mesmo, estávamos enamorados e felizes.
Amava o seu verde e ele amava o verde dos meus olhos, vivíamos em harmonia e com a felicidade sendo nossa cúmplice.
Dono de uma pistolinha mágica, quando atirava o conteúdo dela em mim, eu me transformava também em uma monstrenga, assim a diferença entre a gente diminuía. O único problema é que ele tinha o controle sobre o seu efeito , e eu não.
Tocaram a campainha, pedi para que entrasse, corri para o banheiro, já que tinha acabado de me transformar. O efeito precisava acabar para que eu pudesse receber a minha visita, enquanto isso, o Hulck ficou fazendo sala.
Toda tortinha trancafiada, esperei que eu voltasse a ser a Luciana velha de guerra de sempre!
Tá vendo, Freud??? Quem mandou partir antes de me conhecer??? Agora, Inês é morta!
domingo, 9 de janeiro de 2011
Abelhas e corujas...
Uma dor na minha perna que não conseguia caminhar, uma promessa de ver minha afilhada. Pedi para minha mãe me acompanhar ao pronto socorro, pois precisava resolver aquele problema inesperado.
Um lugar cheio de folhas caídas, árvores e animais por todos os lados, era ali que precisava ultrapassar para chegar no meu destino.
Praticamente me arrastando entre as folhas, percebi que havia no chão milhares de abelha.
Medo. Não podia ser picada.
Com cautela fui tentando me desvencilhar daquele lugar misterioso.
Olho um pouco mais para o alto e vejo um corujão me observando.
Cheio de cores e tons que jamais havia visto. Não tirava os seus olhos de mim.
Suei frio, me falaram que ele era o guardião daquela semi-floresta.
Respeitei a sua autoridade e continuei.
Seu filhote, branco como flocos de algodão, delicadamente pousou sobre meu ombro.
Pedi para que ele voltasse ao seu lugar, pois seu pai poderia não gostar.
Filhote desobediente!
Ouço passos atrás de mim, e peço para que retire o danadinho que prendia suas garrinhas na minha camiseta.
Finalmente o teimoso ocupou seu lugar, ao lado daquele misterioso guardião.
Saio aliviada.
Ouço o som do despertador me chamando para a realidade.
Como gostaria de ter conhecido Freud, acho que ele enlouqueceria comigo e meus sonhos tão animalescos!
Um lugar cheio de folhas caídas, árvores e animais por todos os lados, era ali que precisava ultrapassar para chegar no meu destino.
Praticamente me arrastando entre as folhas, percebi que havia no chão milhares de abelha.
Medo. Não podia ser picada.
Com cautela fui tentando me desvencilhar daquele lugar misterioso.
Olho um pouco mais para o alto e vejo um corujão me observando.
Cheio de cores e tons que jamais havia visto. Não tirava os seus olhos de mim.
Suei frio, me falaram que ele era o guardião daquela semi-floresta.
Respeitei a sua autoridade e continuei.
Seu filhote, branco como flocos de algodão, delicadamente pousou sobre meu ombro.
Pedi para que ele voltasse ao seu lugar, pois seu pai poderia não gostar.
Filhote desobediente!
Ouço passos atrás de mim, e peço para que retire o danadinho que prendia suas garrinhas na minha camiseta.
Finalmente o teimoso ocupou seu lugar, ao lado daquele misterioso guardião.
Saio aliviada.
Ouço o som do despertador me chamando para a realidade.
Como gostaria de ter conhecido Freud, acho que ele enlouqueceria comigo e meus sonhos tão animalescos!
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Águias
Em um campo do exército, elas estavam lá!
Tão lindas e charmosamente vestidas.
Umas de amarelo e outras de verde. Andavam desengonçadamente pois não estavam acostumadas com o novo apetrecho.
As águias são o símbolo mor da liberdade, dos projetos alcançados, do poder.
As minhas estavam serenas e tranquilas caminhando.
Eu fascinada perante elas fiquei admirando-as com um ar infantil.
Por tempos fiquei ali, sonhando com os pés no chão e pensativa...
Procurei o significado nos sites sobre sonhos com águia. Encontro um bem interessante, pois esses dias tenho pensado muito no assunto. Algo que preciso resolver antes que o tempo passe...
"SIGNIFICADO: A águia é a senhora dos pássaros. Ela é o símbolo do domínio e do poder. Vê-la num vôo rápido prenuncia sucesso; lento e interrompido, atrasos. Ver-se ferido por ela, será importunado pela má sorte. Ver uma águia empoleirada, seus projetos imediatos serão contrariados. Se se sente ameaçado por uma águia, terá muitas perdas; mas calma e tranqüila, vai encontrar a felicidade. Quando o sonhador é uma mulher, significa a esperança de uma gravidez. Normalmente, ela representa à vontade de conquistas e domínio. Voando- ascensão no plano espiritual; visão e compreensão maior dos problemas, e solução dos mesmos. Ser bicado- tenha cuidado no seu ambiente de trabalho. "
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