domingo, 9 de janeiro de 2011

Abelhas e corujas...

Uma dor na minha perna que não conseguia caminhar, uma promessa de ver minha afilhada. Pedi para minha mãe me acompanhar ao pronto socorro, pois precisava resolver aquele problema inesperado.
Um lugar cheio de folhas caídas, árvores e animais por todos os lados, era ali que precisava ultrapassar para chegar no meu destino.
Praticamente me arrastando entre as folhas, percebi que havia no chão milhares de abelha.
Medo. Não podia ser picada.
Com cautela fui tentando me desvencilhar daquele lugar misterioso.
Olho um pouco mais para o alto e vejo um corujão me observando.
Cheio de cores e tons que jamais havia visto. Não tirava os seus olhos de mim.
Suei frio, me falaram que ele era o guardião daquela semi-floresta.
Respeitei a sua autoridade e continuei.
Seu filhote, branco como flocos de algodão, delicadamente pousou sobre meu ombro.
Pedi para que ele voltasse ao seu lugar, pois seu pai poderia não gostar.
Filhote desobediente!
Ouço passos atrás de mim, e peço para que retire o danadinho que prendia suas garrinhas na minha camiseta.
Finalmente o teimoso ocupou seu lugar, ao lado daquele misterioso guardião.
Saio aliviada.
Ouço o som do despertador me chamando para a realidade.
Como gostaria de ter conhecido Freud, acho que ele enlouqueceria comigo e meus sonhos tão animalescos!

Nenhum comentário:

Postar um comentário