Tomei coragem, e mesmo tendo a voz mais desafinada do planeta Terra, cantei.
"Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olharE não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar"
Quando dei por mim, uma segunda voz entrou para fazer um dueto.
Era a apresentadora do SBT, que um dia já foi cantora de rádio e pasmem, morena!
Com aquela voz e aquele jeito dos anos 30 de cantar, ela continuou a me seguir.
E aqueles olhos , não paravam de me olhar.
Talvez indignados pelo assassinato que eu estava cometendo com a sua canção ou, por estar diante da pessoa mais cara de pau que já encontrou na vida, e que conseguiu contagiar a outra personalidade que estava ao seu lado.
As razões , não me importaram.
O que apenas ficou marcado foi aquele sorriso tímido e os olhos de mar que conseguiram agradecer a moça da janela, que esperava a banda passar, mas que para a sua felicidade quem passou foi o seu maestro mor.

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